domingo, 20 de fevereiro de 2011

Governador Valadares, 19 de Fevereiro de 2011.


Caio, querido.

Creio que acharás estranho, ao recebimento desta carta. Logo eu, que nunca lhe escrevi, mas sempre ‘usei e abusei’ de seus textos, suas palavras, SEUS sentimentos. Justamente, ou obviamente Por conta disto, lhe escrevo. Desesperadamente. Há algum tempo venho me perdendo, Caio. Está tudo decaindo. Não sei realmente por que, mas o fato é que está, Caio. Também não sei há quanto tempo me dei conta da minha situação. Podem ser anos, dias ou apenas alguns segundos. Eu venho me perdendo, Caio. Há muitos anos e há poucos segundos ao mesmo tempo. Pensando bem, eu nunca verdadeiramente me achei, porém existia um meio termo. Existiam asas que me permitiam voar para longe e para perto. Longe dos problemas e perto de uma tranqüilidade quase divina. Eu diria que era meu paraíso privado. Um monstro de voz doce que cantava para mim e somente para mim. Eu escrevia as notas. Eu escrevia a melodia. Eu somente escrevia e era suficiente, Caio. Era...
Irônico como tudo foi arrancado de mim tão violentamente. Era a minha vida, era o meu destino, tudo literalmente na ponta dos meus dedos, tudo ao meu controle. E quando os problemas gritavam, as asas empurravam o ar com mais força. Empurrando-me também. Para longe dos restos de mim, para longe das novas peças que queriam mais que nada me invadir. Asas ásperas e grandes que me tiravam da dor. Elas me deixavam surta, alegre... Deixavam-me pura, Caio. Agora, diga-me, Caio. Isso é justo? Vamos, vamos lá, é justo, Caio? Não, não é. Então, eu lhe faço um pedido, Caio. Recupere-as para mim, pois não tenho mais forças para isso, forças em mim, não existem mais. Eu sinceramente anseio com todas as minhas forças que você recupere as minhas asas.
Se você as recuperar — e eu sinceramente espero que as recupere! —, peço que cuide delas. Conserve-as, alimente-as, devolva-as a vitalidade tão bonita. Você não sabe, como para mim é viver sem elas, mas, preste atenção: eu não vou querer provar de novo. É desesperador e assustador, Caio. Como uma garotinha sem a mãe, um círculo sem fim, algo incompleto. E, por mais que não pareça, é intensamente doloroso! Sentir-se assim arranca sua essência, dilacera sua vontade e apaga as memórias: você se torna vazia... Pequena. E sabe o que é pior, Caio? A culpa é toda minha, minha, Caio. Somente minha. Você, irá ajudar-me não irá, Caio? Sim, eu sei que vai. Sei bem, o quanto sabe no fundo, bem lá fundo, o que estou a passar agora. Você já viveu isso, não é mesmo, Caio? Algo também foi arrancando de ti violentamente, não foi, Caio. Vamos responda-me, eu sei que foi. Não tenhas vergonha de mim, meu querido. Só quero, o seu bem.... Assim como anseio pelo meu.
 
- Feche os olhos. O que veres?
- Vejo um grande espaço. Preto... Branco. Não está dentro da minha capacidade definir. O ar torna-se mais rarefeito e, simultaneamente, mais palpável.

Ah, Caio. Já fazes tanto tempo. Tempo de mais. Eu só queria dormir uma noite inteira dessa semana desastrosa. Tomei uma garrafa de um vinho barato. A dor de cabeça me mataria se eu estivesse ligando para ela. Mas agora, que já faz tanto tempo que não sinto nada, não consigo pensar em outra coisa. E olhe, eu tento, tento, tento e tento. Que culpa tenho eu, pela minha inutilidade? Ah, Caio, ah. Enquanto espero a vida devolver-me o que injustamente tirou de mim, continuarei retorcendo-me no escuro. As chances de subir ao pódio são poucas, sim, mas... O que vai sempre volta. Ou assim espero.
Esperando que eu ainda voe, e esperando mais ansiosamente, tua resposta.

Um enorme beijo, ‘A vadia, que perdeu as asas’.


Uma mistura, de realidade, com ficção, algo muito confuso.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011


Acabo de descobrir que não sei mais escrever.. Me expressar eu digo.
Tem coisas na minha cabeça que eu gostaria de escrever mas não sei nem por onde começar, isso é normal?

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Governador Valadares, 11 de Fevereiro de 2011.

Papai,

Eu estou tão desesperada agora, papai. Estou segurando um choro, preso em mim há tanto tempo. Eu queria papai, queria que estivesse aqui, agora. Que eu pudesse lhe abraçar, apertado. Você não sabe. Mas... Eu sinto, tanto, mas tanto a sua falta. Quando fica tanto tempo longe. Eu não sou nenhuma inútil, papai. Mas, eu sempre acho que minha mãe sempre está certa ao dizer que eu não faço nada direito, que eu nunca faço nada certo, ela está certa, papai. Mas... Porque, será que você poderia me responder? O senhor sempre foi tão inteligente, sempre foi certamente o homem mais inteligente que conheço, e lhe admiro muito por isso. Sei que espera muito mais de mim, e peço um milhão de desculpas por não atender ao esperado por ti, e de minha mãe, papai. Eu tento, tento ser como o senhor, mas não consigo papai. Não dá. A culpa da minha incompetência para fazer tudo é única e exclusivamente minha, papai. Não quero tirar suas esperanças sobre meu respeito, não é isso que eu quero fazer. Eu ainda sou muito jovem, eu sei disso, e muitas coisas podem mudar até a hora em que eu tenha que fazer escolhas, mas devo te dizer que já há uma opinião formada em mim que de jeito algum vai mudar. Por mais alto que eu possa sonhar, eu vou realizar meus sonhos, vou correr atrás de todos eles, e te peço, papai, te peço que não me impeça, de realizá-los. Mas... O Senhor poderia me dar um sinal? O que for. Por onde for. Eu só... Preciso de uma certeza. Só aviso que sou um pouquinho lenta para entender alguns códigos. Se não for pedir muito, alguma frase escrita em um pedaçinho minúsculo de papel escrito algo parecido com: "Você está indo bem, minha filha. Esse é o caminho." Já seria o suficiente. Há outra coisa que tenho que te dizer papai. Tens sorte de eu não ter me tornado uma pessoa pior. Porque, parece que eu realmente sou a pior filha do mundo, como minha mãe mesma diz. Ah, papai. Estou sem pra onde correr. Só quero que me digas que estou seguindo corretamente. Aliás, eu imploro que me digas que estou certa. Porque eu quero estar certa. E Papai, olhe aqui, peço desculpas, se sou uma filha ruim papai, peço desculpas se faço tudo errado, se sou tão ruim. Peço desculpas se em momentos de pura raiva, eu o ache tão injusto. Papai, sou uma boa filha, não sou? Não, né? Tudo bem é justo.
Desculpe-me, novamente. Mas, juro, com todo meu coração, que eu sempre tento. Mas... O importante é que estou bem, papai. Sempre tenho que estar não é? 

Um enorme beijo, da pior filha que possui, e dá que não faz nada direito. Mariana.


Essa carta, é totalmente pessoal. Eu a escrevi pro meu pai, mas não tive coragem de entregar.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Vício.


De que adianta sorrir, se não há ninguém que o observe? De que adianta possuir as mais plenas das virtudes, se um dia todas se vão? Fechar os olhos e sonhar que me beijas, que nunca quer me perder ou que já sofreu por amor alguma vez ao ouvir a pronuncia de meu nome, ou sentiu com o mesmo, que era a pessoa correspondida a ele que queria estar perto e nada mais. Só aqui, agora e pra sempre, e mais ninguém importa. Quantas vezes você já disse pra alguém que não queria perde-lo ou que sentia um enorme carinho, mesmo não tendo certeza desses sentimentos? Pequenas coisas, mútuas entre nós, mas nenhuma razão pra te esquecer e todas elas pra te amar, mesmo não sendo o certo. E que o mundo olhe ao redor e veja motivos para dizer que a vida não é curta e que não devemos lutar por aquilo que não desejamos, ou que na próxima rua a sua esquina, dará de cara com seu próprio destino. E que você se arrependa pelas coisas que fez, mas que volte ao tempo e as repita novamente. Para que criticar a vida, algo que trouxe você a meu caminho? Eu desejaria ser a mais branca e linda nuvem que fosse, que lhe protegeria do forte sol, te daria a chuva, te seguiria quando sentisses sozinho, sem ser observada, que escutaria todas as suas mágoas, mesmo sendo invisível, vagando pelo horizonte a procura de formas cada vez melhores de te ter mais perto. Se eu pudesse escolher, sim, eu seria esta nuvem. Mas seria novamente, aquela que te ver chorar por outra, ou que a vê sendo trocada por mero luxo. Mas sim, eu seria. Tudo que me fizesse ficar próximo a você sempre, cuidar, e que a fizesse não sentir só. Eu seria isto e muito mais. Pois a cada toque seu, meu corpo irradiava formas de mais puro amor, aquele que sinto desde o primeiro momento em que olhei em teus olhos confusos e de mistério. Ao ouvir tua voz em meu ouvido, desejando ser aquele momento e não ter que acabar. Mas quem sou eu para dizer que algo pode ou não se acabar, a única coisa que eu faria realmente, seria livrar você da sua dor, pois a minha é só um complemento da sua, ela não existe se a sua for curada. E é só o que importa. Estar com você, querer você, e talvez ouvir um dia, tudo aquilo que lhe digo, mesmo em olhares ou oculto dentro de mim, mas que já sabes que é o que chamastes de amor. O vício sem fim, que me conduz até você e que nunca a deixará só.Vamos lá! Deixe que sua dor seja passada a mim, que eu sinta como agulhas se infiltrando em meu corpo, mas pelo menos elas seriam libertas do teu. Deixe que eu enxergue paz em teus olhos, e saiba o motivo de tudo. Pois é apenas o que me importa; você, você e sempre você.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Alguém explique, por favor? Sim, porque eu não entendo.

Nota prévia para evitar resmungos, birras, pirraças e implicâncias: não será um texto fofo, com riminhas meigas e assuntos amorosos. Contém opiniões que revoltarão certas pessoas mas, são somente opiniões e exemplos, ou seja, não levem para o pessoal. Não diga que eu não avisei.
Ah, mas o ser humano tem uma mania tão irracional de classificar, eleger e descartar. Sim. Classificar, eleger e descartar. Eu não devo viver no mesmo mundo que o resto do mundo. Alguém me explique por que só loirinhas, de olhinhos claros, magrinhas e de cabelos lisos são consideradas bonitas? Não querendo desrespeitar ou ofender essas garotas mas, do jeito que a própria sociedade faz elas acabam sendo julgadas por sua beleza. Não entendo o que uma cor altera tanto na concepção de beleza, sinceramnete. Alguém me explique porque todo mundo que aparece na Disney, de uma hora para outra, se torna "diva", "astro", sem nem ao menos merecer o título ainda. Sim, porque títulos vêm com o tempo, com a experiência. Desculpe- me se ofender alguém, também gostos dos "astros" da Disney, mas fico pasma ao ver certas atitudes. Tem gente que só sabe criticar, apontar defeitos e julgar belezas. De verdade? Não utilizando do clichê, porque nada impede que uma garota loirinha, dos olhinhos azuis e etc tenha um papo legal essa de "é feia mas é legal" não rola, uma garota considerada feia pela maioria pode ter uma beleza que só é vista por alguns olhos, às vezes a beleza está escondida por trás de óculos gigantes, aparelhos ou cabelos rebeldes ou até mesmo por trás de uma idade que ainda não veio. Acho ridículo o modo adolescente de pensar, ridículo mesmo. Isso de "a minha verdade é a única", "o meu gosto é o melhor", "o meu ídolo é o único" é ri-dí-cu-lo! Depois dizem que a juventude não é atendida, respeitada, escutada...Enfim, não vim aqui para debater isso mas para tentar entender o porque das pessoas se apegarem à coisas tão fúteis e irracionais. Principalmente os adolescentes...quer saber? Não faço parte do padrão, não acho o pessoal da Disney astros, não acredito que meu gosto musical seja o melhor ou que o meu ídolo seja perfeito. O dia em que você disser o que REALMENTE pensa e não o que deveria dizer, nesse dia, você será um adolescente, ou até mesmo uma pessoa, notável. Antes disso será apenas mais um na sociedade. Não diga que eu não avisei.

Eu não sou fácil de lidar, isso eu posso admitir.

Pediram para que eu me descrevesse dia desses, preciso admitir que eu odeio quando me pedem isso, sempre fico atrapalhada, gaguejo, minhas palavras não têm coerência entre si e acabo decepcionando quem me escuta. Eu não sou fácil de lidar, isso eu posso admitir. Eu tenho ataques de pânico ao meio dia em uma rua cheia de pessoas, mas caminho pelas ruas desertas da noite. Eu acordo sorrindo, mas isso não dura muito. Creio que os mais velhos me chamam de rabugenta e os mais novos de antipática, isso não é problema. Eu sou séria, quieta e, para todos os efeitos, tímida. Eu tenho mania de ler, gosto de filmes antigos e meu estilo musical permanece indefinido. Não sou excêntrica, mas não sou comum. Muitos simplesmente não suportam a maneira com que eu vejo as coisas, mas nem por isso vou fingir ter a mesma opinião que eles. De certas questões sou convicta, mas deixo-as para mim. Quem me ama aprendeu a lidar com esse meu jeito, quem me aceita sabe que eu sou, apesar de tudo, muito boa companhia e quem convive comigo aprende que eu sou bastante maleável quando quero ser. Não sou uma incógnita ou um mistério e não vou dizer que sou um conceito. E é um tanto inútil eu mesma querer me descrever já que há coisas sobre mim que só quem me conhece poderia dizer com precisão. Eu sou isso o que os seus olhos vêem e um pouco mais, eu sou o que tenho para mostrar, mas preciso admitir... É eu não sou fácil de lidar. 

Obs: Desconheço a autoria. 

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

É, eu voltei!
Mesmo tendo me rendido aos encantos do Tumblr, talvez eu não consigo passar muito tempo sem meu blog ♥.
No próximo post, vou postar um texto, e não vou mais abandonar, isso aqui.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Talvez ela quisesse algo mais.

Mesmo com todos os olhares voltados para ela, todos os amigos e cartões recebidos, todas as cantadas e companhias, havia naquele rosto angelical um olhar vazio. Não se sabe bem o motivo, mas não era apenas um olhar. Era uma sensação de fome, como um lobo a procura da caça. Ela queria, ela desejava sangue. Talvez todas aquelas pessoas ao seu redor, todas as risadas na mesa do jantar e os cartões de presente não fossem suficientes para ela. Havia algo de errado. Era incomum mesmo com todos os caminhos que levavam para o ‘perfeito’, era incrontrolável. Seu corpo pedia por mais, suas veias pulsavam, era fácil perceber a agitação do sangue, aqueles olhos a espreita. Já não havia mais vontade de fugir. ela procurava por algo que fosse diferente, inovador, perverso. Eles davam a ela coisas encantadoras, que todo mundo sempre sonhou ter. Mas ela não ligava. Isso não alimentaria sua sede, sua fome e desejo. Decidiu por si só tentar a sorte e procurar. No meio do caminho ela experimentou doces saborosos, picantes, venenosos… Alguns fizeram mal, mas ela não ligava, aprendeu como lhe dar com eles. Era só mais alguns e passaria. Mas com o tempo, eles não matavam mais sua fome, ela queria mais. Tinha a certeza de que não havia encontrado ainda alguma coisa que fizesse sentido, que a preenchesse por dentro. Então em uma noite fria ela decidiu sair. Correu o mais longe que pode, era assustador, era delicioso. A sensação de liberdade passando entre seus cabelos, batendo de frente com seu rosto, palpitando em seu peito. Era a sensação que ela não tinha antes, mas ela queria mais. Voou para longe, conheceu o desconhecido, soube cair e se reerguer depois das batalhas.

Num certo dia ela se cansou da liberdade, cansou de sentir o gosto dos venenos que antes a agradavam tanto. Um certo dia ela amadureceu. Achou que precisava de mais, mais e mais. Bem mais do que toda a liberdade que ela tinha. Ela então partiu novamente, procurando o que ainda não tinha nome. Meses de busca e resolveu desistir. Sentada no canto de uma mesa na taberna, seus olhos seguraram algo que ficava cada vez mais perto, seu coração palpitava cada vez mais rápido. Ele parou em sua frente, educadamente se apresentou à ela. E ela soube então, o nome da ‘coisa’ que procurou tanto, por tanto tempo, pela primeira vez.







quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Criança: Eu acho o amor de Deus tão lindo, me lembra muito o sol, que é gigantesco, nos aquece e traz a luz.

Adulto: Quando o sol traz a luz, ele traz a sombra tambêm não traz?
Criança: Traz sim, mas, eu te faço um desafio: Olhe para a sombra e me diga o que sente.
Adulto: Nada, simplesmente nada.
Criança: Então olhe para o sol, e me diga o que sente.
Adulto: Não consigo fixar meus olhos, é muita luz.
Criança: Por isso vejo o sol como o amor de Deus, porque ele é tão luminoso que a sombra fica com inveja e se dispõe facilmente a nossos olhos. A sombra é como o pecado, é fácil olhar pra ela e ir para ela mas, e o sol, é como a glória de Deus, é tão luminosa que é difícil de se ficar olhando e admirando.

Quando a pessoa que você costuma chamar de amigo se torna um estranho, dói né?

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

"Meu coração é um filme noir projetado num cinema de quinta categoria. A platéia joga pipoca na tela e vaia a história cheia de clichês.

Meu coração é um deserto nuclear varrido por ventos radiativos.

Meu coração é um cálice de cristal puríssimo transbordante de licor de strega. Flambado, dourado. Pode-se ter visões, anunciações, pressentimentos,ver rostos e paisagens dançando nessa chama azul de ouro.

Meu coração é o laboratório de um cientista louco varrido, criando sem parar Frankensteins monstruosos que sempre acabam por destruir tudo.

Meu coração é uma planta carnívora morta de fome.

Meu coração é uma velha carpideira portuguesa, coberta de preto, cantando um fado lento e cheia de gemidos—ai de mim! ai, ai de mim!

Meu coração é um poço de mel, no centro de um jardim encantado, alimentando beija-flores que, depois de prová-lo, transformam-se magicamente em cavalos brancos alados que voam para longe, em direção à estrela Vega. Levam junto quem me ama, me levam junto também."

Caio, grande Caio.
Agora não da mesmo pra ser feliz, é impossível. Mas quem disse que a gente precisa ser sempre feliz ? Isso é bobagem. Como Vinícius cantou "é melhor viver do que ser feliz". Porque, pra viver de verdade, a gente tem que quebrar a cara. Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Dói, ai, doi demais. Mas passa. Está vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que estou falando a verdade. Eu não minto. Vai passar.


Caio, grande Caio!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Eu amo mais o CRUZEIRO hoje do que amava domingo. Se hoje Minas Gerais inteira está triste também está orgulhosa. Orgulhosos estamos de ter um time como o CRUZEIRO que é notícia no MUNDO inteiro, que carrega o nome do nosso estado e do nosso país com GRANDEZA e que nos proporciona fortes emoções como as de ontem. Não ganhamos o campeonato, mas amigo cruzeirense, hoje é dia de mostrar orgulho! Lutando contra tudo e contra todos chegamos à final da competição mais importante do Brasil. Não conquistamos o campeonato porque jogando na mesma hora havia um grande time com um grande líder, e que foi um titulo merecido para eles. Futebol é assim...
Nós lutamos, nós chegamos perto, muito perto, eu não abaixei a cabeça, eu chorei de joelhos, eu acompanhei o meu time a cada lance, acreditei até o final, eu senti o gosto amargo da derrota de 2° lugar, é, eu amo esse clube. Nós não levamos o campeonato, mas fizemos a nossa parte, fomos lá e ganhamos, porque tivemos o talento e a capacidade de nos classificar e chegar onde chegamos, nos mostramos verdadeiros guerreiros os guerreiros que somos. E mesmo depois, de roubados para ver se assim, o Corinthians chegaria a algum, nem assim, nem assim conseguiu se firma no segundo, isso só mostra o quanto merecemos chegar onde chegamos. Se campeão sempre? Impossível. Mais impossível ainda é deixar de amar um time tão honroso, tão nobre e com uma grande história! Não pensem que estamos mortos, pois somos e sempre seremos um gigante no Brasil e no mundo. Time celeste, time vitorioso, time que não desiste. Chegar aonde chegamos não é pra qualquer um não. Ao contrário do Corinthians , vocês em momento algum viram o Cruzeiro vacalhar com o jogo, não viram o Cruzeiro cometer faltas ante esportivas, não viram o Cruzeiro parar o jogo por qualquer coisa e não vira o Cruzeiro fazer cena. O Fluminense ganhou, parabéns. Mas a postura de um verdadeiro campeão foi nossa.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

De Alexandre Dumas Filho.

Tradução de Machado de Assis.

Fiz promessa, dizendo-te que um dia

Eu iria pedir-te o meu perdão;
Era dever ir abraçar primeiro
A minha doce e última afeição.

E quando ia apagar tanta saudade
Encontrei já fechada a tua porta;
Soube que uma recente sepultura
Muda fechava a tua fronte morta.

Soube que, após um longo sofrimento,
Agravara-se a tua enfermidade;
Viva esperança que eu nutria ainda
Despedaçou cruel fatalidade.

Vi, apertado de fatais lembranças,
A escada que eu subira tão contente;
E as paredes, herdeiras do passado,
Que vem falar dos mortos ao vivente.

Subi e abri com lágrimas a porta
Que ambos abrimos a chorar um dia;
E evoquei o fantasma da ventura
Que outrora um céu de rosas nos abria

Sentei-me à mesa, onde contigo outrora
Em noites belas de verão ceava;
Desses amores plácidos e amenos
Tudo ao meu triste coração falava.

Fui ao teu camarim, e vi-o ainda
Brilhar com o esplendor das mesmas cores;
E pousei meu olhar nas porcelanas
Onde morriam inda algumas flores...

Vi aberto o piano em que tocavas;
Tua morte o deixou mudo e vazio,
Como deixa o arbusto sem folhagem,
Passando pelo vale, o ardente estio.

Tornei a ver o teu sombrio quarto
Onde estava a saudade de outros dias...
Um raio iluminava o leito ao fundo
Onde, rosa de amor, já não dormias.

As cortinas abri que te amparavam
Da luz mortiça da manhã, querida,
Para que um raio desposasse um toque
De prazer em tua fronte adormecida.

Era ali que, depois da meia-noite,
Tanto amor nós sonhávamos outrora;
E onde até o raiar da madrugada
Ouvíamos bater – hora por hora!

Então olhavas tu a chama ativa
Correr ali no lar, como a serpente;
É que o sono fugia de teus olhos
Onde já te queimava a febre ardente.

Lembras-te agora, nesse mundo novo,
Dos gozos desta vida em que passaste?
Ouves passar, no túmulo em que dormes,
A turba dos festins que acompanhaste?

A insônia, como um verme em flor que murcha,
De contínuo essas faces desbotava;
E pronta para amores e banquetes
Conviva e cortesã te preparava.

Hoje, Maria, entre virentes flores,
Dormes em doce e plácido abandono;
A tua alma acordou mais bela e pura,
E Deus pagou-te o retardado sono.

Pobre mulher! em tua última hora
Só um homem tiveste à cabeceira;
E apenas dois amigos dos de outrora
Foram levar-te à cama derradeira.


Por várias e várias vezes tentei me sentir tão triste quanto o homem que escreveu a poesia acima, mas, é impossível.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Futebol: Apenas um esporte pra alguns e uma coisa muito importante pra muitos. Principalmente brasileiros. Domingo assistindo o jogo Cruzeiro x Flamengo eu vi como 3 simples jogos conseguem mexer com um país inteiro e causa emoções diferentes. Eu passei o jogo inteiro tremendo e morrendo de ansiedade pra saber dos outros jogos. Meu time está numa situação que ao mesmo tempo me dá esperança mas mesmo assim eu coloco na cabeça que isso é difícil. Ele precisa vencer e esperar um tropeço do Fluminense e do Corinthians pra ser campeão. Mas futebol quando se fala com o coração, nenhuma estatística vale.


Se espero que o cruzeiro seja campeão? Espero, sei que é difícil. Mas eu quero sentir, sentir aquela alegria que senti em 2003, quero tirar aquele fantasma da libertadores do ano passado. Quero gritar pra todo mundo O meu cruzeiro foi campeão. Quando se acredita em algo, de coração, quando se ama algo com todo o que tem, quando se tem fé, tudo pode acontecer, tudo pode mudar. E eu amo o MEU CRUZEIRO.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Ele não é real. Eu não posso torná-lo real.

Não mais escrevo, assim por escrever, assim por dizer, assim por saber, saber que por ti não sofro mais, sofrer de tanto lhe procurar e não o achar, não mais derramo lagrimas, lagrimas de amor, amor que desperdiçou e não mais lhe dou lágrimas de dor, imensa dor. Não mais escrevo assim por escrever, assim por dizer, assim por saber, escrever para tentar esquecer, este vazio que me deixou, assim por escrever pra tentar tapar este buraco que me causou. Não mais escrevo, assim por escrever, assim por dizer, assim por saber, que mesmo que não mais escreva sobre você. Estarás presente na pior e na melhor parte do meu coração.


Ficou uma grande merda, gostaria de ter escrito algo diferente, vou melhorar. Fiquem com este, por enquanto.

domingo, 21 de novembro de 2010

'God Save the Queen'

Todo mundo tem o direito de sonhar, sonhar alto e sem os pés no chão. Basta você acreditar, se empenhar para que aquilo se torne realidade, abrir as portas, seguir caminhos que vão te ajudar a chegar ao seu objetivo. Para muitos, isto é algo fácil, pois vivemos em uma geração medíocre, repleta de adolescentes ridiculamente mimados que não sabem o que é lutar para conseguir algo, pois a vida inteira tiveram tudo de mão beijada dos pais. Eu não tive, nunca vou ter. Mas tenho orgulho disto. Pois TODAS as minhas conquistas serão bem mais dignas, independentes, merecidas, suadas. EU, somente EU, vou saber o quanto me esforcei para realizar aquilo, e esta deve ser uma das melhores sensações do mundo. E isso nenhum dinheiro paga. Sinto pena de quem se limita a uma vida em que os sonhos já são realidade. Afinal, precisamos de sonhos para chegar a algum lugar.
Hoje eu posso erguer minha cabeça, mesmo que com um olhar marejado de lágrimas, bater no peito e falar: ''Eu vou conhecer minha Londres, custe o que custar, seja quando for. Eu vou realizar este sonho. Eu vou lutar por esta conquista." Acho que todos nós temos que pensar assim. Lute pelos seus sonhos, lute pelos seus objetivos, lute para pertencer dignamente ao lugar que você ama. Seja aqui, em outra cidade, em Tóquio, na Austrália, na Itália, ou até mesmo em uma favela. Pois como uma música do McFly diz ''Home is where the heart is'' (Casa é onde o coração está). Vá atrás do lugar onde sua felicidade está.

Onde teu coração está. Eu já estou atrás do meu, e você?


''Believe, it's somewhere. It's easy to find.'' (Sunny side of the street – McFLY)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Não dessa vez.

E mesmo que eu me arrependa, eu não irei atrás, não dessa vez, não mais uma vez. Espero que realmente, você possa entender meu lado, não é raiva, e nem decepção, nem eu mesma, sei o que estou sentindo, só entenda, que não posso voltar a ser como antes, não agora, não dessa vez.

Estou sentindo uma falta mortal de ti, sinto falta das nossas risadas, dos nossos abraços, das nossas brincadeiras, sinto falta de como eu sou quando estou com você, mas não posso querer concertar nada agora, não agora, não dessa vez.
Você sabe o quanto te amo, e sempre vou te amar, sabe que eu faria de tudo por você, e eu digo sem medo algum, eu te amo sim, mas não posso ir atrás de ti, não dessa vez, isso não é orgulho, e nem birra, apenas não posso matar meus sentimentos, mesmo nem sabendo que sentimento é esse, mas não posso mata-lo, não agora, não dessa vez.
E mais uma vez, irei dormir com essa dor no coração, talvez eu esteja te perdendo, mas não posso ir atrás de ti, não agora, não dessa vez.
Espero que me entenda, pois eu não me entendo, não dessa vez.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Estou cansada da minha rotina. Cansada de todos os dias ver as mesmas pessoas, fazer as mesmas coisas, não fazer nada. Cansada de ficar esperando pra falar com você por apenas alguns minutos. Ando cansada de estar cansada. Ando cansada de reclamar. Sinto-me sozinha às vezes. Sinto que ninguém se importa, de verdade. Talvez nem eu me importe, de verdade. Ando cansada de estudar, e eu mal voltei das férias. Ando cansada de ficar em casa. Ando cansada de tudo mesmo. Só me vejo reclamando. Ando cansada de querer parecer algo que não sou. Ando cansada de ser eu mesma. Já tive vontade de viver a vida de outra pessoa. Já tive vontade de viver intensamente. Por que essas coisas realmente não acontecem comigo? Queria viver como em um filme, queria poder morar em Londres e vestir o que eu quero. Queria poder ter todo o dinheiro suficiente pra comprar as roupas que eu quero. Queria poder viajar mais. Queria poder ficar mais com os meus amigos.Os verdadeiros amigos. Ando vendo eles tão pouco. Tenho ficado meio irritada. Tenho pensado muito no amor. Em como eu cansei do amor, tem sido sempre a mesma coisa. Por que alguém sempre sai machucado? Ando fazendo muitas perguntas. Acho que estou confusa. Só acho. Acho que preciso de férias. Acho que eu merecia uma viagem. Outra viagem. Acho que eu merecia me mudar. Mudar de bairro, cidade, estado, Melhor. Mudar de país. Acho que eu podia fazer um intercâmbio. Pra sentir saudades um pouco da minha rotina. Queria poder viver outra vida. É. Eu quero viver outra vida a minha anda parada. Às vezes nem anda. Por que eu preciso estudar? Não ficarei mais feliz se passar no vestibular. Só vou ficar feliz porque meus pais vão ficar felizes se eu passar. Às vezes queria ser criança. Voltar a brincar de casinha. Às vezes queria ser adulta. Ter minha própria casa, Ter uma família. Queria também poder ser rica, ou então poder ser um pouco mais velha, 3 anos era o suficiente. Pra poder fazer o que eu quero. Queria fazer um pouco mais do que eu quero. Queria poder viver intensamente. Queria ser querida por todos. Queria me envolver em uma briga de verdade. Queria beber muito, até cair, de novo, e de novo. Queria poder ir as melhores festas. Queria poder comprar todas as roupas que eu gostar. Queria achar roupas que eu realmente gosto. País de merda. Queria que as pessoas parassem de gostar das coisas por estarem na moda. Queria que cada um tivesse seu próprio gosto. Queria que você estivesse ao meu lado novamente. Queria pular de uma ponte. Queria que essas meninas acordassem um pouco, parasse de gostar das minhas bandas, dos meus artistas, dos meus filmes, dos meus paqueras,das minhas roupas,das minhas músicas. Queria que parassem de se importar um pouco com o que eu faço ou deixo de fazer. Com quem eu beijo ou deixo de beijar. Ao mesmo tempo queria chamar um pouco mais de atenção. Queria que me notassem um pouco. Que alguém realmente fosse ler até aqui. Queria parar de ser tão ciumenta, tão possessiva, tão preguiçosa, tão egoísta, queria não estar apaixonar tão fácil, queria ter uma personalidade mais forte. Queria parar de me contradizer agora, parar de ser indecisa. Queria mais amigos, amigos de verdade. Queria ver neve. Andar na neve, tomar chocolate quente e ficar embaixo das cobertas com um urso de pelúcia assistindo a um romance. Queria mais sorrisos, menos falsidade, queria poder até eu parar de comentar sobre os outros, queria mais festas, mais diversão, menos estudo, mais amor, menos corações partidos, mais estilo próprio, mais amor próprio, menos inveja, menos modinhas, queria viver mais, ser mais feliz, sempre mais, ah, como eu queria.